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Construção de marca na era do relacionamento

Publicado para em 09/08/10 17h33

(artigo de Renata Nizer publicado pelo CILIC - Congresso Internacional para Líderes da Comunicação www.cilic.com.br)

 

O que se considera construção de marca, prefiro chamar de construção de reputação. Reputação, aquela tão necessária quando queremos nos relacionar com os outros. O que pensam sobre nós, qual a imagem que fazem de nós, o reflexo direto de nossos atos. Uma boa reputação, construída ao longo do tempo por diversos atos positivos, gera uma boa imagem. Pessoas de boa reputação possuem maior crédito, confiança. Podem errar também, mas quando assumem com sinceridade, possuem maior chance de reverter a situação. Essas são as marcas pessoais. Aquilo que nos identifica e nos diferencia.

Quando transferimos esse conceito básico para o mundo corporativo, contamos com outras variáveis, mas não com uma verdade diferente da anterior. Construir uma boa imagem diante dos públicos envolvidos exige um trabalho conjunto, mas, antes de tudo, exige também uma verdade potencial: o diferencial, um posicionamento. Quantos casos presencio de empresas jogando a responsabilidade da construção de sua marca somente para a publicidade. Sim, ela é necessária, diria até que fundamental. Mas, primeiramente, existe um posicionamento a ser trabalhado. Uma marca é uma promessa. A comunicação pode até construir uma imagem para o seu consumidor, mas quem irá manter?

Analisemos o que as grandes marcas possuem em comum. São só os grandes investimentos? Não. Elas possuem um posicionamento bem definido, alinhado com a comunicação interna, aquela que dá e recebe feedback da equipe; com a comunicação institucional, que envolve todos os stakeholders; com a publicidade, que potencializa a sua promessa, seja ela de preço, design, tradição, inovação; com a forma que a imprensa fala da sua marca ou os tipos de notícias em que ela está envolvida; aos tipos de eventos e ações que promove ou apoia; e principalmente, se isso é verdadeiro e constrói relacionamento com o seu consumidor: aquele que pode ser fiel, brigar por sua causa, fazer comunidades a seu favor na internet; ou aquele pode destruir todo o seu investimento, de forma viral ou exponencial na era 2.0, onde cada vez mais os consumidores possuem voz.

Essas são as variáveis que constroem a reputação da sua marca. Reputação é poupança. É ela que vai lhe manter em tempos de crise, da organização ou do contexto econômico. É ela que poderá transformar um fator negativo em algo positivo. Isso vale para todos, desde jogadores de futebol a companhias aéreas.

Mas se é preciso ressaltar algo como fator principal na construção de marcas, é o relacionamento. Há que se criar relacionamento com todos os públicos envolvidos, pois são eles que avaliam e validam a sua reputação e imagem. Por isso, esteja presente de todas as maneiras que puder, utilizando-se das ferramentas que a comunicação dispõe. Invista, não importa qual o tamanho da sua verba. Mas não invista somente dinheiro. Invista tempo também. Avalie, questione, converse, ouça, relacione-se. Relacionamento não é moda, é a chave. É o óbvio, o mínimo e nem sempre devidamente valorizado. É o que os consumidores esperam de você, querida marca.

Renata Nizer é co-fundadora e diretora de atendimento e planejamento da i9 Comunicação Integrada. Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Estadual do Centro Oeste (PR), fez pós-graduação em Comunicação Empresarial na PUC-PR. Cursou Planejamento Criativo na Lemon School (PR), Inovação na Empresa, Branding e Inovação em Comunicação Digital na ESPM. Além disso, faz parte da Sociedade Brasileira de Gestão de Conhecimento e é co-organizadora do evento de inovação TEDxPortoAlegre.

Conhecimento ampliado pela Web

Publicado para em 14/06/10 11h39

Fonte: mundodomarketing.com.br Por Sandra Turchi*

O movimento de ampliação do acesso à informação trazido pela internet está em um estágio embrionário, pode-se dizer. O que temos visto nos dias atuais ainda está para ser compreendido. A verdade é que ninguém - ninguém mesmo - pode prever o que vai acontecer com relação a isso.

Há estudos demonstrando que o acesso à internet modifica o cérebro e faz com que os usuários mais frequentes tenham uma atividade maior na área de raciocínio complexo e mais velocidade na tomada de decisões. Uma iniciativa interessante é a da Fundação Edge, criada nos anos 80 para estimular o debate entre grandes nomes da ciência. Em estudo recente, a entidade aborda como a web está mudando o processo de pensamento. Dentre suas análises, fica claro que, embora a internet tenha trazido maior capacidade de acesso ao conhecimento, também ampliou a incerteza com relação à informação.

A mudança de opinião é frequente e os interesses sobre inúmeros assuntos multiplicam-se. Essa experiência todos nós estamos passando, é fato. Nessa pesquisa, utiliza-se inclusive um termo adequado para descrever isso, que é “liquidez mental” – afinal, os pensamentos tornaram-se fluídos. Se somarem a isso todas as preocupações recentes com relação à privacidade - como no caso do Facebook - os problemas de direitos autorais, entre outros, fica claro que é impossível prever os resultados de toda essa transformação.

Por outro lado, é também fascinante verificar que o acesso a esse novo mundo tem trazido melhorias para a vida de muita gente. Em reportagem recente de um grande veículo de comunicação, foram apresentados casos com pessoas de locais remotos do Brasil, com acesso extremamente rudimentar e que, mesmo assim, beneficiam-se do universo digital. Um dos exemplos dessa situação é de uma garota indígena do Pará que compra livros e aguarda duas semanas pela sua chegada, pois é o único meio de adquiri-los, uma vez que não há livrarias, nem bibliotecas em sua cidade. Ou então, a agricultora pernambucana, que usa a web para obter informações sobre previsão do tempo para saber quando é a melhor época para plantar, bem como fazer coleta de água da chuva.

Há o caso de novos empreendedores investindo na criação de lan houses e que têm visto seu faturamento crescer, como a cabeleireira que comprou computadores para suas clientes navegarem enquanto aguardam o efeito da tintura para cabelo. Não estamos falando de inovações num bairro nobre dos Jardins, e sim da maior favela de São Paulo.

Para concluir, há ainda um rapaz, Bruno Barreto, que criou sozinho o sistema chamado SACSP, para a cidade de SP, captando diversas reclamações postadas por cidadãos paulistanos sobre problemas da cidade e gerando, por meio de várias análises, um novo olhar para essas reclamações, com interpretações que antes ficavam invisíveis. O site chamou a atenção da prefeitura e hoje Bruno dá consultoria para novos projetos de dados públicos.

Esses são apenas alguns sinais dos novos tempos que vem por aí.

* Sandra Turchi é Superintendente de Marketing da ACSP - Associação Comercial de São Paulo, Coordenadora do curso de Estratégias de Marketing Digital na ESPM e VP de Marketing da ABRAREC. Blog: WWW.sandraturchi.com.br Twitter: @sandraturchi Email: sturchi@acsp.com.br

Advergames: a recompensa nem sempre é o prêmio

Publicado para em 22/04/10 14h07

Os games ocupam hoje um lugar de destaque entre as ferramentas de marketing com sua possibilidade de “pegar o consumidor desprevenido”. Antes de tudo o jogo é uma comunicação, as crianças aprendem as regras com jogos, por exemplo, e é contando uma história que o jogo se desenvolve. Essa história pode ser de um guerreiro que precisa salvar uma princesa, de um encanador que precisa salvar uma princesa, de um sujeito amarelo que precisa comer pastilhas e fugir de fantasmas ou de um porco-espinho que luta contra um cientista maluco. Desde os anos 80’s, games são usados como ferramenta comunicacional seja gerando negócios, treinando funcionários ou estimulando a tão sonhada fidelização. Ou ao menos um share of mind maior.
Boa parte da atenção voltada aos advergames (jogos cuja criação atende uma necessidade de marketing), o destaque e a aura que sobre eles se cria se deve à realidade mais eletrônica em que se vive e principalmente à Internet.  Com a Internet os games chegam mais fácil ao público, já que não se depende consoles, cartuchos, CDs ou DVDs específicos, bastando apenas uma conexão com a Web. Isso tudo aproxima mais consumidor e marca.
O jogar se passa fora da realidade, onde se assume o papel de um personagem fictício, porém as experiências e emoções processadas são reais e voltam com o jogador. Tudo o que acontece ingame influencia o jogador, as interações ocorridas com a marca imerge o jogador dentro de ícones, imagens e percepções da marca que continuarão com ele.  Mais que uma recompensa no final da jornada a experiência de jogo deve ser bem construída, pois ao final ela que permanecerá. No caso de promoções e ARGs (Alternate Reality Games, jogos que misturam o mundo real com um mundo ficcional), onde normalmente não são todos que ganham, a experiência de jogo é mais importante: o jogador precisa se envolver com a narrativa.
Imergir o consumidor não é com uma logo grande, é contar-lhe uma história que o mantenha conectado a ela, que o faça vivenciar no mundo fora do jogo experiências verdadeiras.

Igor Pamplona - WebDeveloper

Mídias sociais e jovens adultos

Publicado para em 09/04/10 11h11

O cenário online já vem mudando há alguns anos com as novas ferramentas e mídias online disponíveis ao internauta. Desde 2006, o acesso a blogs, por exemplo, caiu entre os adolescentes e jovens adultos (18 a 29 anos) ao mesmo tempo em que aumentou entre os adultos mais velhos (um a cada dez adultos com idade superior a 30 anos possui um blog)
Segundo pesquisa realizada pela Pew Internet Project, apenas 14% dos jovens adultos (e adolescentes) são usuários de blogs – enquanto, em 2006, esse índice era de 28%. Isso porque, de acordo com a pesquisa, esse público está mais “ligado” nas novas ferramentas e tecnologias embutidas nas redes sociais e, trocando o “macro-blogging” por microbloggings. O estudo destacou ainda que mesmo não sendo mais usuários, 52% dos jovens comentam em blogs.
Se por um lado o número de jovens adultos em blogs diminuiu, em redes sociais aumentou, e aumentou significativamente. 73% desse público têm perfil em pelo menos uma rede social. Para se ter uma ideia desse aumento: em 2008, 60% do público utilizava redes sociais. A pesquisa revelou, ainda, que os hábitos em redes sociais de jovens adultos são iguais aos dos adolescentes.
52% do público afirmam ter dois ou mais perfis nas redes (em maio de 2008, 40% tinham mais de um perfil). Entre as redes mais utilizadas entre eles estão: Facebook, Twitter, Orkut e MySpace. O estudo mostrou que, entre os jovens adultos, o Twitter é mais utilizado pelos mais velhos. Entre eles 62%, utilizam a ferramenta para ver notícias e informações gerais, diariamente.
A pesquisa destaca o que muitos já sabiam: os jovens adultos são presença constante em redes sociais. Além disso, são pessoas totalmente online e com hábitos digitais muito característicos. O estudo mostrou que a taxa de utilização da rede sem fio entre esse público é maior, considerando qualquer outra faixa estaria. 81% dos jovens adultos são usuários de internet sem fio. Entre eles, 55% acessam a internet via wireless em seu notebook (o laptop já substituiu o desktop) e/ou através do telefone celular e, cerca de ¼ acessam a rede sem fio através de outros dispositivos, como consoles e leitores de livro eletrônico.

Fonte: Pew Internet Project

Mobile Marketing está conquistanto o coração dos brasileiros

Publicado para em 24/03/10 12h07

Já é fato: os brasileiros estão super interessando nesse tipo de publicidade.

De acordo com um estudo feito pela Mobile Marketing  Association (MMA) sobre o perfil dos usuários de telefones celulares na América Latina, o Brasil é um dos países – junto com o México e a Argentina – apontados como um forte mercado para o desenvolvimento da comunicação entre marcas e consumidores utilizando a plataforma móvel.
O estudo revelou que entre os brasileiros, 85% escolhem celulares que venham com fones de ouvido sem fio e tecnologia Bluetooth. Essa procura do brasileiro pela conectividade mostra que o mercado deve dar uma atenção especial a esse recurso, principalmente, quando falamos em propaganda. “Até então não sabíamos se esse tipo de ação era bem-vinda, mas a pesquisa mostrou que vale a pena trabalhar em cima deste formato”, afirmou Terence Reis, diretor gerente da MMA para a América Latina, para o site m&m online.
74% dos brasileiros entrevistados mostraram interesse alto ou moderado em receber publicidade pelo celular e 72% disseram estar dispostos a integraram as listas de permissão das operadoras, o que mostra que os brasileiros realmente estão receptivos ao mobile marketing. Entre o tipo de publicidade que preferem estão: mensagens com alertas de ofertas, mensagens com ações de relacionamento pós-compra de produtos e serviços, sorteios e mensagens baseadas em serviços de localização.
Entretanto, ainda estamos em um nível embrionário, isso devido o custo de acesso à internet móvel ser considerado muito alto. O que de fato é: os custos de pacotes de dados praticados pelas operadoras ainda são altos em relação aos praticados em países como os Estados Unidos. Mesmo com um custo alto, a pesquisa revelou que 24% das pessoas utilizam o recurso, o que mostra, mais uma vez, que o uso da internet móvel tem potencial para crescer ainda mais. O que falta é maior penetração para se desenvolver como espaço publicitário diferenciado e, principalmente, eficiente. Vale lembrar, hoje publicidade boa é aquela que é eficiente e relevante ao público.
O estudo constatou que o Brasil foi o país que apresentou o melhor resultado da América Latina para o desenvolvimento da plataforma, tanto pelo tamanho do mercado e pela receptividade da população às novas tecnologias, quanto pelo nosso histórico de investimentos em publicidade. Agora é por a mão na massa e colocar os neurônios para pensar!

Fonte: M&M Online

2010 é o ano da classe D. Como se comunicar com este consumidor?

Publicado para em 16/03/10 15h54

As expectativas para este ano é que a classe D se destaque perante as outras, ultrapassando a classe B em termos de consumo. Essa classe social não pode arriscar, quando falamos em dinheiro, e precisa fazer o orçamento render: com esse perfil diferente das demais classes sociais, as famílias da base da pirâmide surgem como um desafio para o mercado, para a comunicação e para as empresas.  Mesmo assim, podem ser uma grande oportunidade para aquelas empresas que conseguirem entendê-las.
Desafio ou oportunidade, o fato é que o consumo da classe irá aumentar durante esse ano e o segredo para vender para eles estará em desvendar as diferenças e características desta classe, que, em muitos casos, se parece com a classe C.
Diante deste cenário, marcas que usem embalagem ou material de comunicação para orientar estes consumidores estão no caminho certo. Fato, também, que a classe D prefere comprar em feira livre, no varejo tradicional ou com um vendedor porta a porta, para que possa tirar suas dúvidas sobre a melhor maneira de usar o produto, portanto a venda assistida é o melhor canal.
E mais, as categorias que pretendem conquistar esse consumidor devem investir em embalagens e quantidades de menor desembolso, para que o consumidor fique seguro para experimentar novos produtos. Por outro lado, aqueles produtos que fazem parte do dia-a-dia dessas pessoas podem apostar em embalagens tamanho família, que tendem a ser mais econômicas.
A questão é, que meios usar para se comunicar com esse consumidor? Quais são os hábitos de mídia dele? Bom, saiba então que a televisão ainda é o principal canal, mas a internet, nos últimos anos, vem aumentando sua penetração no grupo. Hoje, a internet como fonte de pesquisa de preço já é um fato.
Portanto, com a ascensão da classe D, encontrar a forma ideal para se comunicar com este consumidor é o caminho para o sucesso das marcas. “Investir no futuro é investir na classe D, seja porque ela migrará para a classe C, ou porque tem mais a conquistar, já que a cesta de produtos é menor. As marcas que entenderem essa oportunidade têm grande chance de serem líderes de mercado no futuro”, aponta Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br

Consumo consciente no Brasil ainda é pequeno, mas tende a crescer

Publicado para em 10/03/10 11h50

O comportamento do consumidor brasileiro vem mudando quando o assunto é sustentabilidade. Os brasileiros estão, cada vez mais, procurando por produtos mais sustentáveis e mais críticos em relação às empresas, é o que mostra o dossiê elaborado pelo portal UnoMarketing em parceria com a revista Ideia Socioambiental e com a consultoria MobConsult.
O dossiê revelou que dois em cada dez brasileiros já levam em consideração o compromisso socioambiental da empresa antes de comprar determinado produto. A pesquisa revelou, ainda, que nos últimos 10 anos os brasileiros estão mais atentos e críticos em relação às atitudes tomadas pelas empresas. No entanto, o nível de engajamento ainda é pequeno em comparação aos consumidores dos países europeus e dos Estados Unidos, mas essa pequena mudança nos hábitos indica que esse número só tende a crescer, principalmente com a utilização das novas tecnologias.
O estudo mostra, também, que os consumidores estão mais atentos à forma como as empresas estão trabalhando as questões socioambientais na gestão do negócio, ou seja, não adianta investir em projetos sociais voltados para a comunidade e não cuidar de suas ações internas, como por exemplo, continuar poluindo.
Caminhando ao lado dessas mudanças comportamentais, estão as novas tecnologias, ajudando a acelerar o processo de adoção do consumo consciente. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, uma ferramenta chamada GoodGuide vem revolucionando o ato de comprar. O aplicativo pode ser inserido no celular e informa rapidamente, a partir do acesso ao código de barras do produto, todos os dados socioambientais do produto, como os males que podem causar a saúde e se há algo ilegal ou abrasivo em sua cadeia produtiva.
A tecnologia ainda não chegou ao nosso país, mas as redes sociais, como Twitter, Facebook e Orkut, também são grandes canais onde a discussão sobre o consumo excessivo e incorreto vem sendo frequente. Existem inúmeros movimentos pró-consumo nessas ferramentas e, como observou o dossiê, há também, muitas ações sendo feitas no sentido de despertar um comportamento mais consciente.
Estamos, definitivamente, rumo a uma era mais consciente. As pessoas estão começando a prestar atenção na geração de resíduos e a pensar nas necessidades de realizar ou não uma compra.

Fonte:mundodomarketing.com.br

Um momento, vamos “estar planejando”

Publicado para em 02/03/10 11h38

Criando, atendendo, produzindo, veiculando, idealizando.
Diante de tantos “andos”, como uma agência de comunicação consegue parar para “estar planejando”?!
Entenda-se o que muitos (até mesmo profissionais de comunicação e marketing) não entendem claramente. São os variáveis tipos de planejamento que envolvem uma campanha, uma ação ou uma marca. Planejamento estratégico, planejamento de marketing, planejamento de comunicação, planejamento criativo, plano de ações. E não tem como resumir, pronto, planejei. Sem etapas, sem entendimento claro de todo o contexto, alguém vai ser afetado. Geralmente, o cliente, a marca. Aquele ser que, inocentemente, pode acreditar que recebeu um trabalho com planejamento. Afinal, veio numa planilha com custos e datas. Perfeito! Mas, caros profissionais de comunicação, se não temos claro o posicionamento e outras variáveis do cliente, podemos até “estar planejando”, mas prevendo tão e somente que em maio é dia das mães e dezembro é Natal. Pronto, ações planejadas.
E o profissional de planejamento, ser que dá suas caras, mas não é totalmente compreendido, deve motivar isso na agência e no cliente. Deve entender que o planejamento só faz diferença se é aplicado no trabalho, senão, foi perda de tempo. Deve entender que o objetivo principal, é concorrer com o tempo tão escasso das pessoas, que não ligam a TV para assistirem comerciais. Por isso, é preciso pensar e entender pessoas, de forma a fazer diferença na vida delas, comprar o tempo das pessoas, não somente vender produtos. Afinal, ao contrário do que muitos publicitários pensam, a vida é muito mais legal que ver anúncios. O público, não são mulheres classe BC 20 +. São pessoas, com todas as variáveis positivas e negativas que compõe o ser. O planejador deve motivar que as marcas digam menos e façam mais. Devem pegar uma verdade e ver se ela tem potencial, pois as pessoas não têm mais tempo para os “tinganeis”. O planejador deve motivar pesquisas, ler pesquisas, entender pesquisas, e entender principalmente que as pesquisas nem sempre mostram tudo. As pessoas nem sempre falam o que sentem, pois às vezes nem sabe o que sentem. O no trabalho, no dia a dia dos demais “andos” da agência, o planejador deve ser inspirador. Deve fazer todos apaixonarem-se pela causa, pela marca e pelo consumidor. E deve ter coragem para motivar a ousadia, a inovação. Como diz Newton Nagumo, planejador da W/Brasil, “jogar seguro é ser paisagem”. E, convenhamos, para ser paisagem, uma marca não precisa de uma agência. As agências e clientes precisam entender o planejador como facilitador, explorar o potencial e feeling desse profissional. Ele, que deve ser dupla do atendimento, dupla da criação, dupla da mídia. O chamado pescoço, envolvido mesmo.
E apesar de tudo, deve ter a humildade de nem sempre ser reconhecido com o gerador das ideias. Uma referência de Sérgio Katz, planejamento da Fisher, exprime bem essa ideia: o planejador tem a função que o Dedé tinha nos Trapalhões. Precisa dar a oportunidade para a piada acontecer.  A piada para os trapalhões, o insight para os publicitários.
Será que essa coisa toda é somente F/Nazca, Fisher, Santa Clara, Africa?
“Estar planejando” para grandes e pequenas marcas, grandes projetos, marcas potenciais, pequenas verbas. Mas somente e tão somente para grandes pensamentos. Enquanto criamos, atendemos, produzimos, estamos planejando também. E na i9.

Renata Santa Maria Nizer – dir. de Atendimento e Planejamento da i9

LIQUIDAÇÃO demais afeta a LUCRATIVIDADE

Publicado para em 23/02/10 10h56

É cada vez mais comum, nas lojas de vestuário e moda, vermos adesivos de liquidação e de queima de estoque. O que antes era uma prática restrita ao fim das estações da moda, hoje ganha força em todo o mercado após datas comemorativas como o Natal e o Dia das Mães, o que não é nada bom para o lojista.
A utilização deste recurso – importado dos Estados Unidos – representa mais de um terço do faturamento de algumas marcas de roupa no Brasil, mas se a empresa vende 30% de seus produtos a um preço mais baixo, a sua lucratividade será reduzida na mesma proporção. A tendência é que haja uma diminuição ainda maior do lucro das empresas que embarcam no festival das liquidações, uma vez que as queimas de estoque estão sendo antecipadas e até variáveis incontroláveis como o clima afetam a demanda.
O problema não está na liquidação em sim, mas no efeito “manada” que acontece com lojas que remarcam preço atrás de preço. Queima de estoque em pleno verão é sinal de desespero para vender, afirmam gerentes de grandes marcas nacionais e mundiais.
A questão é: não temos como nos preparar baseados no clima. Uma saída é a diminuição no número de colações lançadas durante o ano. Hoje, a média é de duas: outono-inverno e primavera-verão. Outras alternativas são as lojas outlets – pontos-de-venda exclusivos para produtos com desconto – ou as ações de queima de estoque pela internet, sendo que esta pode ser realizada no próprio site da loja/marca.
Além disso, é possível qualificar as promoções para que não pareçam liquidação, pontuando descontos em apenas algumas peças, colocando em promoção alguns produtos que não giram tão bem e estimulando a combinação com outras peças que não estejam em liquidação. “É mais fácil o consumidor entrar na loja que ele gosta e está em promoção. O poder de atração fica maior”, afirma Lauro Wöllner, sócio da grife carioca Wöllner.
E, antes de “abraçarmos” todos os consumidores é importante sabermos que existem dois perfis de consumidores que compram em liquidação. O primeiro são os clientes que querem aproveitar um preço mais acessível, mas que não deixam de comprar durante todo o ano. O segundo é um consumidor de oportunidades e, certamente, a maioria destes não pertence ao público-alvo de costume.

Fonte: www.mundodomarketing.com.br

Cuidados com seu filho no trânsito

Publicado para Kuka-Baby em 23/09/09 17h01

Dia 25 de setembro é Dia Nacional do Trânsito. Conforto, tranquilidade e segurança estão entre os principais motivos que justificam o uso de cadeirinhas para crianças.


Desde 1º de abril deste ano a regra do Instituto de Normalização, Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO) tornou obrigatório o uso de seu selo nas cadeirinhas infantis automotivas disponíveis para venda. Tanto as cadeirinhas, quanto os assentos de elevação e os bebês conforto devem ter certificado de qualidade do INMETRO para a comercialização – adequando-se à Portaria nº 7 de 2008 – o que garante que o produto atende aos requisitos mínimos de segurança previstos em norma.
Segundo Kelly Rodrigues, vendedora da loja Kukababy, o aumento nas vendas das cadeirinhas vem aumentando em decorrência da nova regulamentação. “Depois que o INMETRO tronou obrigatório o uso do selo nas cadeirinhas, a venda aumentou significativamente aqui na Kukababy”, afirma a vendedora.
Além da regulamentação estabelecida pelo INMETRO, outra medida foi tomada visando à segurança de nossas crianças. Em maio de 2008 o Conselho Nacional de Trânsito (Cotran) aprovou a Resolução 277, que regulamenta o transporte de crianças de até 10 anos de idade em veículos.  Mesmo com a aprovação, a fiscalização só começará a valer – de fato – a partir de 9 de junho de 2010 e o descumprimento da mesma acarretará em multa de R$191,54 e sete pontos na carteira.
Anualmente, no Brasil, mais de 2 mil crianças são vítimas em acidentes de carro e 38 mil sofrem lesões, algumas vezes irreversíveis. Diante disso, um estudo realizado pela entidade americana Insurance Institute of Highway Safety , revela que a cadeirinha infantil, quando instalada e usada adequadamente, reduz os riscos de morte em 71% e a necessidade de hospitalização em 69% dos casos.
Portanto, com o objetivo principal de garantir a segurança das crianças no trânsito, a Resolução determina que crianças menores de 10 anos deverão ser transportadas no banco traseiro usando cinto de segurança individualmente ou dispositivo de retenção equivalente, as chamadas cadeirinhas.
Além da faixa etária, os pais precisam atentar para o porte físico da criança e às recomendações dos fabricantes dos equipamentos, conforme lista abaixo:

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Crianças com até 10kg, altura aproximada de 0,72m, até 9 meses de idade: assento tipo concha (bebê conforto) em posição contrária ao veículo.
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Crianças com até 13kg, altura aproximada de 0,80m, até 1 ano de idade: assento tipo conversível, que pode ser utilizado em duas posições diferentes, também voltada para a traseira do veículo, enquanto o topo da cabeça da criança não ultrapassar o limite do assento.
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Crianças de 9kg a 18kg, altura aproximada de 1m, de 1 a 3 anos de idade: cadeirinha de segurança voltada para a frente do veículo e instalada de preferência na posição central do banco traseiro, quando houver cinto de 3 pontos.
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Crianças de 15kg a 25kg, altura aproximada de 1,15m, com idade de 4 a 9 anos: assentos de elevação (booster) que permitam a utilização do cinto de segurança.
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Crianças com mais de 36kg, altura mínima de 1,45m, a partir de 10 anos de idade: cinto de segurança com faixa transversal passando sobre o ombro e diagonalmente pelo tórax, e a faixa subabdominal apoiada nas saliências do quadril ou sobre as coxas.

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