Construção de marca na era do relacionamento
Publicado para em 09/08/10 17h33(artigo de Renata Nizer publicado pelo CILIC - Congresso Internacional para Líderes da Comunicação www.cilic.com.br)
O que se considera construção de marca, prefiro chamar de construção de reputação. Reputação, aquela tão necessária quando queremos nos relacionar com os outros. O que pensam sobre nós, qual a imagem que fazem de nós, o reflexo direto de nossos atos. Uma boa reputação, construída ao longo do tempo por diversos atos positivos, gera uma boa imagem. Pessoas de boa reputação possuem maior crédito, confiança. Podem errar também, mas quando assumem com sinceridade, possuem maior chance de reverter a situação. Essas são as marcas pessoais. Aquilo que nos identifica e nos diferencia.
Quando transferimos esse conceito básico para o mundo corporativo, contamos com outras variáveis, mas não com uma verdade diferente da anterior. Construir uma boa imagem diante dos públicos envolvidos exige um trabalho conjunto, mas, antes de tudo, exige também uma verdade potencial: o diferencial, um posicionamento. Quantos casos presencio de empresas jogando a responsabilidade da construção de sua marca somente para a publicidade. Sim, ela é necessária, diria até que fundamental. Mas, primeiramente, existe um posicionamento a ser trabalhado. Uma marca é uma promessa. A comunicação pode até construir uma imagem para o seu consumidor, mas quem irá manter?
Analisemos o que as grandes marcas possuem em comum. São só os grandes investimentos? Não. Elas possuem um posicionamento bem definido, alinhado com a comunicação interna, aquela que dá e recebe feedback da equipe; com a comunicação institucional, que envolve todos os stakeholders; com a publicidade, que potencializa a sua promessa, seja ela de preço, design, tradição, inovação; com a forma que a imprensa fala da sua marca ou os tipos de notícias em que ela está envolvida; aos tipos de eventos e ações que promove ou apoia; e principalmente, se isso é verdadeiro e constrói relacionamento com o seu consumidor: aquele que pode ser fiel, brigar por sua causa, fazer comunidades a seu favor na internet; ou aquele pode destruir todo o seu investimento, de forma viral ou exponencial na era 2.0, onde cada vez mais os consumidores possuem voz.
Essas são as variáveis que constroem a reputação da sua marca. Reputação é poupança. É ela que vai lhe manter em tempos de crise, da organização ou do contexto econômico. É ela que poderá transformar um fator negativo em algo positivo. Isso vale para todos, desde jogadores de futebol a companhias aéreas.
Mas se é preciso ressaltar algo como fator principal na construção de marcas, é o relacionamento. Há que se criar relacionamento com todos os públicos envolvidos, pois são eles que avaliam e validam a sua reputação e imagem. Por isso, esteja presente de todas as maneiras que puder, utilizando-se das ferramentas que a comunicação dispõe. Invista, não importa qual o tamanho da sua verba. Mas não invista somente dinheiro. Invista tempo também. Avalie, questione, converse, ouça, relacione-se. Relacionamento não é moda, é a chave. É o óbvio, o mínimo e nem sempre devidamente valorizado. É o que os consumidores esperam de você, querida marca.
Renata Nizer é co-fundadora e diretora de atendimento e planejamento da i9 Comunicação Integrada. Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Estadual do Centro Oeste (PR), fez pós-graduação em Comunicação Empresarial na PUC-PR. Cursou Planejamento Criativo na Lemon School (PR), Inovação na Empresa, Branding e Inovação em Comunicação Digital na ESPM. Além disso, faz parte da Sociedade Brasileira de Gestão de Conhecimento e é co-organizadora do evento de inovação TEDxPortoAlegre.








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